Quando falamos de saúde emocional é muito comum usar como sinônimo ou confundir com o conceito de saúde mental. Contudo, mesmo que se complementem, elas são diferentes. A saber, a saúde mental se refere ao funcionamento como um todo da mente, como pensamos, reagimos e nos comportamos diante das situações. Também está ligada à presença ou ausência de transtornos, como depressão e ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a saúde emocional diz respeito à capacidade de reconhecer e compreender os sentimentos, equilibrando emoções positivas e negativas no dia a dia. Diferentes, mas interligadas, as duas precisam de atenção: negligenciar uma acaba repercutindo na outra.
Como o trabalho da Fundação Iniciativa contribui para o desenvolvimento emocional dos pequenos
A psicóloga da Fundação Iniciativa, Fabiana Silvestre, afirma que para ter uma boa saúde mental na vida adulta é necessário o reconhecimento de questões emocionais ainda na infância. “Quanto antes as dificuldades são identificadas e abordadas, possivelmente menores serão os danos futuros e maiores serão as possibilidades dessas crianças e adolescentes se tornarem adultos saudáveis e funcionais”, afirma.

Ainda segundo Fabiana, na Fundação Iniciativa esse cuidado começa logo na chegada à instituição. “Quando a criança chega, uma assistente social e uma psicóloga realizam o acolhimento, buscando humanizar o processo e deixá-la à vontade e segura”, explica. “Em seguida, levantamos informações sobre sua história e ouvimos o que o infante tem a dizer, pois seu desejo e bem-estar precisam fazer parte da construção do plano de ação.”
A partir desse processo, a equipe elabora um plano individual para cada caso e, quando necessário, realiza encaminhamentos fora da instituição. A criação de vínculos é parte essencial do bem-estar das crianças e adolescentes. Na Fundação, cada profissional busca deixar o acolhido confortável para reconhecer e expressar suas emoções. “No acolhimento buscamos sempre estar atento às informações que o infante traz, e também às informações que podem vir através de outras pessoas que o acompanham, e para isso estamos em contato frequente com o acolhido, com a escola e com a cuidadora da casa lar. Assim, fazemos o trabalho a partir das demandas que vão surgindo, e de modo diferente um do outro.” afirma a psicóloga.

Quando cada profissional cumpre seu papel e o ambiente é acolhedor, crianças e adolescentes se sentem mais confiantes para lidar com as próprias emoções. Esse cuidado cotidiano fortalece a saúde emocional, base fundamental para uma saúde mental equilibrada no futuro.


